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baixapombalina - blog sobre as polí­ticas de intervenção na Baixa Pombalina

 

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Banca de Jornais veja aqui as edições de hoje

 

sábado, novembro 15, 2003

 

Nos passos de Pessoa [2]


Pessoa no “Abel” [Abel Pereira da Fonseca – entre a Rua dos Fanqueiros e a Rua dos Douradores] fotografado em flagrante “delitro” …



- O TEJO É MAIS BELO
(do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)
(...)
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
(…)


 

Estações da Baixa [2] - a Estação de Metro do Rossio


"Durante os trabalhos de construção desta estação foram trazidos à luz do dia achados arqueológicos de grande interesse para o património cultural da cidade. Vestígios da cidade romana, da cidade moura e também dos edifícios pertencentes ao Hospital de Todos-os-Santos, mandado construir por D. João II, que ruiram com o terramoto de 1755. Todo este conjunto arqueológico foi devidamente estudado pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, estando os achados arqueológicos expostos no Museu da Cidade. Uma importante página da História de Lisboa veio assim à luz do dia graças à construção do Metropolitano de Lisboa".[ http://www.metrolisboa.pt/artemetro.htm]

Painel

Pormenor do estudo para reprodução em azulejos desenvolvidos em frisos, pela intervenção plástica da autoria de Helena Almeida.

“Helena Almeida, pintora de cariz abstractizante, concebeu para esta estação um friso em tons de azul com alguns apontamentos a amarelo, que percorrem as paredes ao longo das escadas de acesso à estação e restante átrio. O friso reentrante tem dupla moldura ao nível da parede e é composto por módulos de doze azulejos, apresentando cada um deles posturas corporais de figuras femininas em andamento, numa sucessão que produz uma sugestão de movimento acompanhando o percurso do passageiro.”
[http://www.metrolisboa.pt/artemetro.htm]

 

Estações da Baixa [1] - a Estação CP do Rossio

Estação do Rossio

A Estação do Rossio [1886-7], bem como o anexo Avenida Palace [1890] são uma obra desenhada pelo Arquitecto José Luís Monteiro.
A fachada neo-manuelina do edifício contrasta esteticamente com o interior da gare, constituída por “uma luminosa estrutura de ferro, representando assim as inseguranças do gosto da época, sempre dividido entre a retoma eclética dos valores da História e a premência da adaptação dos novos materiais a novas funções"." A estação do Rossio é curiosa, na medida em que as plataformas de embarque se encontram a cerca de 30 metros acima da entrada principal."
A obra custou 730.000 reis.
Recentemente teve obras de renovação para ligação ao metro dos Restauradores de que resultou um interface de transportes que serve diariamente 250.000 pessoas. A tarefa complexa destas obras fez-se respeitando e preservando o carácter arquitectónico da mais importante estação de caminho de ferro portuguesa.

sexta-feira, novembro 14, 2003

 

Concertos nas Igrejas - Natal 2003

"Numa iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa/Cultura, realizar-se-à, entre 5 e 21 de Dezembro, uma acção de animação cultural intitulada: "Concertos nas Igrejas - Natal 2003"..
Estes Concertos, que pela segunda vez se realizam e cujo programa detalhado anexamos, envolvem Paróquias de várias Freguesias de Lisboa e caracterizam-se por constituírem uma oferta diversificada quer em termos de conteúdos quer geograficamente. " [CML]

Clique aqui para ver a Programação.

 

ILUMINAÇÕES DE NATAL NA BAIXA POMBALINA



quinta-feira, novembro 13, 2003

 

… e se a Baixa fosse navegável? …




A baixapombalina descobriu, na edição online do já extinto Boletim Lisboa Urbanismo [n.º 14 ,Ano 2000] , algumas ideias futuristas para a Baixa. UTOPIAS - mas vale a pena sonhar Lisboa com o coração na Baixa…

“... uma parte pedonal sobreposta à linha do comboio que se tenta esconder dentro de um tubo; um monorail que facilita a deslocação pelas colinas.”

“E se a isso se puder juntar o prazer das vistas, como acontece no atravessamento do Tejo na ponte 25 de Abril - melhor ainda. O monorail panorâmico criaria ainda, uma nova escala na cidade, olhando-a de um ponto elevado em vez de se esconder à imagem do Metro, fazendo das viagens uma experiência agradável o tempo todo.”

“... nas ruas abrir canais de forma que toda a Baixa fosse “navegável” e assim só seria possível transitar de barco ...”

“... estender a grande praça para o rio de forma a propor um final para aquele grande eixo que atravessa o arco da Vitória e ao mesmo tempo aproximar a cidade do rio e da outra margem, recuperar o sentido do passeio e recordar que anteriormente tudo era praia.”
“Proposta de intervenção na união do rio com a cidade (...) na qual o rio deveria voltar a entrar na cidade e a cidade, por sua vez, e em memória a alguns eixos marcantes, penetrar no rio...”

“... um tubo de comunicações horizontais estabelece a comunicação das MEGAESTRUTURAS com a cidade de Lisboa através da Colina do Castelo.

“... um determinado número de plataformas flutuantes que avançam e mergulham no rio e contentores de inconstante localização. Toda esta estrutura tem um carácter efémero que varia conforme o movimento da água, de pessoas, o encher e esvaziar da maré...”

 

Residência Universitária na Baixa Pombalina [Rua dos Sapateiros]




"Em Agosto de 1999, a Câmara Municipal de Lisboa procedeu ao lançamento de um concurso pioneiro a nível nacional, tendo por objecto a cedência para instalação e exploração de uma Residência Universitária, num edifício sito na zona da Baixa/Chiado, concurso este ganho pela SPRU e adjudicado em Fevereiro de 2000.
O projecto de recuperação e adaptação do imóvel, permitiu a implementação de uma Residência Universitária com 73 quartos (com pontos de água), dos quais dois para deficientes, complementado com espaços comuns de apoio por piso (casas de banho e cozinhas) e zonas de estudo e convívio para todos os residentes. Será ainda de referir que, o tipo de ocupação proposto nos pisos do alojamento decorre não só de uma análise mercado de oferta e de procura das residências de estudantes em Portugal, mas também de um estudo/levantamento detalhado da "estrutura dos edifícios" de forma a definir uma cuidada intervenção de reabilitação e reutilização do património arquitectónico." [Boletim Lisboa Urbanismo - Ano 2000]

Imagem




 

Requalificação do Rossio [esboços das obras de intervenção realizadas pela CML]



Eis alguns esboços das obras realizadas pela CML tendo em vista a revitalização e requalificação do Rossio; repare-se o respeito pela austeridade da malha urbana traçada pelo plano de Eugénio dos Santos e desenho das fachadas de Carlos Mardel; a baixapombalina espera que a CML alargue a intervenção ao resto da Baixa.

Desenho do RossioEsboço do Rossio


Esboço do Rossio

"A Baixa Pombalina constitui o núcleo histórico e da Modernidade de Lisboa pós-terramoto e o Rossio um dos polos geradores dessa intervenção arquitectónica-urbanística, não só como elemento urbano fundamental (espaço/praça rectangular, cujos edifícios alinhados se destacam da linguagem pombalina da baixa – algo austera e monótona – pela forma elegante dos seus telhados de águas sobrepostos), mas também como centro histórico de caracter popular, cabendo-lhe as manifestações mais vernáculas, como contraponto à Praça do Comércio reservada para eventos ligados, ao poder político." [BoletimLisboa Urbanismo, n.º 1-1998]

quarta-feira, novembro 12, 2003

 

A BAIXA - "Livro de Bordo / Vozes olhares, memorações " [4]

The Praça dos Restauradores in central Lisboa.


“O contraste de diferentes registos históricos: as ruínas da Igreja do Carmo onde se patenteiam ainda vestígios do gótico do século XIV-XV, a par da destruição do Terramoto de 1755. Na parte inferior , a Praça do Rossio, um plano da construção pombalina, nos edifícios da traça de Carlos Mardel”. [ Rossio - O terreiro da cidade, Ed. Asa, 1990]

terça-feira, novembro 11, 2003

 

Os leitores conhecem melhor?


Conforme baixapombalina já referiu, em 1755 não houve um mas dois sismos - o primeiro cujo epicentro parece ter sido no Banco de Gorringe, a sudoeste do cabo de São Vicente e a 350 quilómetros de Lisboa, e o segundo, induzido pelo primeiro, aconteceu na Falha do Vale Inferior do Tejo. Esta é a conclusão a que chegaram Susana Vilanova e Ana Catarina Nunes num trabalho de Doutoramento do IST dirigido pelo sismólogo João Fonseca e publicado na revista norte-americana "Bulletin of the Seismological Society of America"
Estão desta forma explicadas algumas contradições dos resultados do inquérito [nomeadamente referentes à duração dos abalos sísmicos] que o Marquês de Pombal ordenou após o terramoto e que foi primeiro inquérito com bases científicas da sismografia moderna.
Face a esta hipótese explicativa, será altamente improvável que tais circunstâncias venham conjuntamente a ocorrer. Lisboa, nomeadamente a Baixa Pombalina, certamente já não será mais uma vez palco do maior sismo da História.
Assim, a Baixa continua protegida pela engenharia anti-sísmica da gaiola pombalina.


Os leitores conhecem melhor?

Desenho da
Gaiola Pombalina e
Imagens termográficas da
estrutura das paredes em frontal [OZ]



segunda-feira, novembro 10, 2003

 

Olhares na Baixa Pombalina - pormenor das fontes do Rossio

 

Uma marca de Paris na Baixa Pombalina; são um produto da Fábrica de Fundição do Val d'Osae.

 

A BAIXA - "Livro de Bordo / Vozes olhares, memorações " [3]


Hospital Real de Todos os Santos - "Couza tam grande, e de tão grande maneo"


Iniciada a sua construção em 1492 (a 15 de Maio, com o lançamento da primeira pedra, na presença do próprio D. João II) ficou totalmente destruído pelo terramoto e incêncio de 1755.
Situado na actual Praça da Figueira, a frontaria estava voltada para o Rossio e deveria medir cerca de 100 metros - "nunca em Portugal houvera hospital tamanho e, pela sua grandiosidade, ganhou fama de ser um dos maiores do mundo"; chamava-se Hospital Real de Todos os Santos, mas também era conhecido por Hospital dos Pobres.

Painel de azulejos representando o antigo Hospital Real de Todos os Santos


Painel
de azulejos representando o antigo Hospital Real de Todos os Santos

Tinha “doze enfermarias, cada uma das quais com o nome do seu santo patrono, além da "casa das feridas e convalescentes, casa da anatomia, enfermaria de mulheres feridas e doidas, casa de doidos, casa dos mortos, casa dos banhos ou das tinas" bem como das casas dos cirurgiões do banco . Pelo número de enfermarias existentes, calcula-se que, por volta de 1750, o hospital tivesse já cerca de 250 camas”.
“Coincidência ou não, o Hospital Real de Todos os Santos foi destruído no seu próprio dia, no dia de Todos os Santos.”

domingo, novembro 09, 2003

 

A BAIXA - "Livro de Bordo / Vozes olhares, memorações " [2]



Descobrindo a Baixa e o Chiado que já não existem: das lutas de chafariz, dos mercados da Rua Nova, dos autos-de-fé e das tertúlias no Chiado.



"Logo para este primeiro auto-de-fé foram indiciadas vinte pessoas: acabariam por ser queimados "um bruxo, duas bruxas, e três judaizantes". Eram os autos-de-fé enormes procissões que se estendiam invariavelmente dos Estaos ao Terreiro do Paço, atravessando as complicadas ruas da cidade pré-pombalina.

Auto-de-fé no Terreiro do Paço (do Arquivo do Museu da Cidade, Lisboa). Bandarra e os seus amigos cristãos-novos tinham boas razões para temer o Santo Ofício da Inquisição.

O Museu da Cidade é rico em gravuras que documentam a execução de condenados nas fogueiras ateadas junto ao rio, as procissões saíndo do paço, as carruagens dos nobres a acompanhar, e uma enorme multidão que a tudo assistia como se assistisse a um espectáculo de toiros reais, naquela praça também muito frequente. Os autos-de-fé foram, em Lisboa, espectáculos populares da época, e as janelas donde se desfrutava melhor vista eram disputadas a bons cruzados de prata." (p.98)
A história é contada sem esforço e a leitura é prazer. Pomo-nos a revolver a memória em busca do que substitui as rotinas e as pedras de há séculos atrás e o exercício inverso também é permitido e aconselhável.
"Para se ver o mundo só há dois píncaros: o Himalaia e o Chiado", assim falava Guerra Junqueiro. Por sua vez Eça de Queiroz não tem dúvidas: "o que um pequeno número de jornalistas, de políticos, de banqueiros, de mundanos, decidir no Chiado o que Portugal seja - é o que Portugal é". (p.111) [Alice Vieira, Esta Lisboa , Editorial Caminho, 1993]

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