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baixapombalina - blog sobre as polí­ticas de intervenção na Baixa Pombalina

 

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sábado, fevereiro 21, 2004

 

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros [Millennium - BCP], uma montra de dois mil e quinhentos anos de história da cidade.



A MEMÓRIA DE "OUTRAS BAIXAS"

Interior do Núcleo Arqueológico - Rua dos Correios



Do pavimento do edifício do Millennium - BCP estende-se até ao nível freático, "um aglomerado de aterros e estruturas sobrepostas, repositório dos muitos estratos civilizacionais que desde remotas eras habitaram Lisboa provenientes dos mais variados lugares."
"Desde os fenícios ao Marquês de Pombal, as ruínas preservadas pelo NARC, um equipamento da Fundação BCP, conta os tempos idos e os costumes de uma Baixa que nasceu como porto de metais precisos, no tempo dos Fenícios, há mais de dois séculos. Até ao terramoto de 1755, a Baixa conheceu várias "faces". Foi zona de termas e de conservação de peixe no tempo dos romanos e área de silos durante a ocupação árabe do fim do primeiro milénio. Durante a época medieval e dos Descobrimentos tornou-se residência da corte e das elites e com o terramoto, o desenho do Marquês de Pombal projectou-a tal como a conhecemos hoje. Ao longo do museu estão ainda expostas peças de "outras Baixas", como ânforas, azulejos, vidros ou os restos de um barco fenício, o "ex-libris" do museu, segundo Camilo de Melo, da Fundação BCP. " [Público, 23.12.2003]



Pixel

Séc. III a.C.

Cerâmica comum




Pichel pintado a bege, verde e
castanho e vidrado representando motivos florais, geométricos e animais. Este
vaso era utilizado para servir vinho e foi importado da região de Saintonge.
Este tipo de produção foi exportado entre 1250 e 1350 para Inglaterra, Suécia,
Noruega, Holanda. Em Portugal foram também identificados pequenos fragmentos
com a mesma representação decorativa, nas escavações da Casa do Infante no
Porto. Esta peça fazia parte do despejo de uma fossa medieval.

 

 

do Catálogo. | Sobre a intervenção arqueológica[IPA / MIN. CULT.]
| Para visitar o Museu

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

 

Túnel dentro do túnel - A solução [dois em um!] para o metro do Terreiro do Paço [também em termos de custos]

O Governo acredita que encontrou a solução, mesmo que provisória,
para o túnel de metro no Terreiro do Paço. Vai ser construído um novo túnel,
em betão armado, dentro do túnel que já existe. A obra vai custar seis a sete
milhões de euros e só deverá estar concluída em 2005
.


            



Mas, já se conhecem os resultados do estudo de prospecção do subsolo na zona? E se o túnel bloquear o movimento das águas do lençol freático da Baixa, como conclui este trabalho publicado no Expresso, qual será seu o impacto no conjunto edificado da Baixa Pombalina?


Artigo, do jornal Expresso de
30/11/2002



domingo, fevereiro 15, 2004

 

A Baixa no Livro de Bordo ,de Cardoso Pires, com imagens que não são “de primeira vista” porque a “primeira vista é para cegos”



"Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade a navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico dum miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias |...|,"
Vemos também o "rei menino" montado num cavalo verde ( limo acumulado pelo tempo, ou cor de encantamento?) a olhar para o outro lado da terra |...|." A seguir vem o Cais das Colunas que, nesse momento, "fazem guarda de honra à partida para o oceano |...|".




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