


|
|
![]()


Banca de Jornais veja aqui as edições de hoje
quarta-feira, maio 19, 2004
A candidatura da Baixa Pombalina a Património Cultural da Humanidade [III] - Um longo caminho a percorrer
"Em sintonia com o que, há largos anos, vem sendo defendido por especialistas sempre que a Baixa Pombalina é tema de debate, também o grupo de trabalho que, sob a égide da Comissão Nacional da UNESCO, a integrou na sua proposta de nova lista indicativa, deixou um conjunto de recomendações da máxima importância. Desde logo, ao lembrar o "processo de descaracterização" que a Baixa tem sofrido, perante "uma gestão descuidada e errática"; desde logo, também, ao sublinhar a necessidade imperiosa de a dotar de um "plano de salvaguarda de emergência", tanto mais que a recuperação do conjunto exigirá um trabalho - e um compromisso - de várias gerações." [ Maria João Pinto, DN]
A candidatura da Baixa Pombalina a Património Cultural da Humanidade [II] - “A Baixa Pombalina é a primeira cidade moderna do Ocidente”
"A Baixa Pombalina é a primeira cidade moderna do Ocidente"
"A Baixa Pombalina é a primeira cidade moderna do Ocidente porque engloba a cidade que vem de trás com as memórias do que já existia, e tem preocupações que hoje são usadas em qualquer plano urbanístico, tais como as redes viária e de esgotos, paredes contrafogo, distribuição dos vãos, portas e janelas, construção anti-sísmica, para além de conciliar o comércio com habitação".[ João Mascarenhas Mateus, coordenador técnico da candidatura]
O cumprimento dos critérios definidos pela UNESCO
- ser uma obra-prima do criador humano;
- testemunhar uma troca de influências considerável durante um dado período ou numa área cultural determinada, sobre o desenvolvimento da arquitectura, ou da tecnologia das artes monumentais, da planificação das cidades ou da criação de paisagens;
- ser exemplo excepcional de um tipo de construção ou de conjunto arquitectónico ou tecnológico ou de paisagem ilustrando um ou vários períodos significativos da história humana;
- estar ligado a uma associação de acontecimentos ou tradições, ideias, crenças, obras de arte literárias e artísticas de significado universal.
Além disso, como recordou João Mascarenhas Mateus, a Baixa Pombalina cumpre o critério do sítio a classificar estar associado a acontecimentos ou a tradições vivas, por estar ligada a autos-de-fé, à proclamação da República, da revolução do 25 de Abril, e a obras artísticas ou literárias por ser citada por escritores como Voltaire e Eça de Queirós.
terça-feira, maio 18, 2004
Candidatura da Baixa Pombalina a património mundial da humanidade deverá ser entregue na quarta-feira da próxima semana
"A candidatura da Baixa Pombalina a património mundial da humanidade deverá ser entregue na quarta-feira da próxima semana, depois de ser apreciada pelo executivo da Câmara Municipal de Lisboa (CML). O dossiê de inscrição foi ontem assinado pelo presidente daCML, Santana Lopes, e deverá ser remetido à Comissão Nacional da Unesco logo que seja aprovado pela autarquia. Contudo, a classificação já não poderá ocorrer em 2005, como foi inicialmente programado, para coincidir com os 250 anos do terramoto de 1755.
Segundo o coordenador técnico da candidatura, João Mascarenhas Mateus, o texto de inscrição está inscrito em inglês, uma das duas línguas exigidas pela Unesco, e defende que a Baixa de Lisboa observa a totalidade dos seis critérios definidos para a classificação. Embora reconheça que se trata de um objectivo ambicioso - só é necessário que o bem a classificar respeite um dos seis critérios, além do da autenticidade e integridade, que é obrigatório -, a CML quer ficar na história. "São poucos os sítios no Mundo que observam os seis critérios", disse, acreditando que "pela sua riqueza patrimonial e pelo seu significado", a Baixa se inclui em todos os parâmetros.
Além de defender a observância dos critérios exigidos, o dossiê de candidatura inclui estudos relativamente à recuperação e manutenção do edificado. João Mascarenhas refuta as críticas dos que dizem ser "prematuro" avançar com uma candidatura, alegando que "qualquer sítio classificado constitui um desafio de salvaguarda". O dossiê definitivo fica pronto no início de 2005." [JN, 18 Maio]
segunda-feira, maio 17, 2004
No Terreiro do Paço a exposição "A terra vista do céu", do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand faz o arranque da "Lisboa em Festa"




























