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baixapombalina - blog sobre as polí­ticas de intervenção na Baixa Pombalina

 

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sábado, junho 05, 2004

 

A gaivota alça vôo mais uma vez no “Grande Cais donde partimos em Navios-Nações” [Fernando Pessoa]


                              
                                  

Cais das Colunas - [foto de Helena Matos-1000imagens.com]


quinta-feira, junho 03, 2004

 

"O toque da água [do Tejo] fazia-se nas pedras de Lisboa e os barcos ganhavam estatuto de objectos urbanos".



As relações da cidade com o rio já tiveram melhores dias… lá vai o tempo onde "o toque da água [do Tejo] fazia-se nas pedras de Lisboa e onde os barcos ganhavam estatuto de objectos urbanos".


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O Cais do Terreiro do Paço - um dos "edifícios-muralha" saídos das águas. Segundo António Guedes Pereira, Secretário de Estado da Marinha e Ultramar 1742: "...um cais de cantaria... com a largura necessária para a comodidade do tráfego e para servir juntamente uma parte d'ele de passeio público..."


Nessa altura, eram muitos os edifícios que emergiam do rio e nele mergulhavam os seus alicerces." - da Torre de Belém aos Torreões do Paço da Ribeira, da nova Alfândega que Damião de Goes em 1554 descreve como "...uma mole imensa de pedra, escorada com grandes traves muito juntas espetadas a maço no mar" à Madre de Deus,aos conventos do Beato e de S. Francisco na zona oriental de Lisboa, "todos com acesso fluvial".
O terramoto e o desfazer do império puseram fim a esta relação de amor - Tejo/Lisboa, como se se tivessem cumprido os fatídicos avisos do Velho do Restelo camoniano.
Foi para pôr fim às "sucessivas interiorizações" da cidade nestes últimos dois séculos e meio que,Francisco da Silva Dias, escreveu um notável artigo no extinto Boletim Lisboa Urbanismo, da CML. Nele, apresenta algumas utopias para a renovação da zona ribeirinha de Lisboa, aliás no seguimento de um concurso de ideias promovido pela Associação dos Arquitectos Portugueses, em 1988. Talvez, estas propostas contribuam para Lisboa não se afastar mais do rio [agora] através duma fuga para o céu, lá para os lados de Alcântara!…


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"Evoca-se aqui outra forma para a utopia:

Uma grande plataforma, à cota 14.00 que teria acessos na antiga fábrica de gás, ladeada por edifícios, interiorizada, venceria as vias que separam a cidade do rio, alheada de todas e com o único objectivo de ser vivida e enquadrar o Tejo e a outra banda até que se lançaria em escadaria nas águas do Tejo.

Albergariam os edifícios, nunca mais altos do que três pisos, formando uma espécie de terreiro artificial com serviços, habitação, comércio.

Teria possivelmente cómodas arcadas.

Mergulhariam os edifícios no Tejo, em poderosos volumes à ilharga dos quais haveria uma sala de espectáculos que faria renascer a malfadada Ópera".
[ Francisco da Silva Dias]


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Desenhos de Francisco da Silva Dias

segunda-feira, maio 31, 2004

 

A Baixa é o "simbolo da cidade".



"Se não houver Baixa, não há Lisboa. Ela é o símbolo da cidade"
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- José Augusto França

 

Gastronomia na Baixa Pombalina [1]-"Livro de Bordo / Vozes, olhares, memorações "



Restaurante "Terreiro do Paço" entre os melhores do Mundo

A Baixa Pombalina possui um dos 50 melhores restaurantes do mundo, de acordo com a classificação da "Condé Nast Traveler", uma das mais prestigiadas revistas americanas de turismo.
Integrado no LISBOA WELCOME CENTER ["infra-estrutura polivalente e flexível" do turismo de Lisboa],junto às arcadas do Terreiro do Paço, o restaurante é elogiado não só pelos seus pratos tradicionais como também pelas suas entradas.
Em breve vai surgir com um novo projecto e uma nova " proposta gastronómica, protagonizada pelo chefe Vítor Sobral, em parceria com a sociedade Quinta das Lágrimas"; o objectivo é " encontrar aqui muitos dos melhores produtos gastronómicos portugueses"
.








Martinho da Arcada

O café dos famosos

"Abriu as portas à luz de lampiões de azeite, conheceu depois a iluminação a gás e ganhou um novo brilho com a instalação da electricidade. O Martinho da Arcada, em Lisboa, acompanhou as grandes revoluções dos últimos dois séculos.
218 anos se passaram desde que abriu as suas portas, no dia 7 de Janeiro de 1782, com o nome de "Casa das Neves". Actualmente, é o mais antigo café da capital.
Começou por ser uma loja de bebidas, gelo, frutas e especiarias. Depois mudou de ramo, dedicando-se à venda de bilhetes para viagens de sege (carruagens de duas rodas e um assento), que fazia o percurso entre o Terreiro do Paço e Belém. Foi agência de empregos e, só depois, abriu as portas como café.
Ao longo da história mudou várias vezes de nome: "Casa da Neve" (1782), "Casa de Café Italiana" (1784), "Café do Comércio" (1795), "Café da Arcada do Terreiro do paço" (1824), "Café Martinho" (1830). Em 1845, com a abertura do "Martinho do Camões", o proprietário, Martinho Bartolomeu Rodrigues decide mudar-lhe mais uma vez o nome para "Martinho da Arcada", para que não restassem dúvidas sobre a identidade do estabelecimento. Assim ficou conhecido até aos nossos dias.
António de Sousa era vizinho num café ao lado e, na década de 80, decidiu adquirir o estabelecimento, apesar do estado de degradação. O café passa por uma fase de restauro devido às acções de sensibilização da associação "Os Amigos do Martinho da Arcada" que pressionaram o Governo para a recuperação do edifício.
O estabelecimento sujeita-se então a obras de restauro desde o Outono de 1989, até 22 de Fevereiro de 1990.
Após a reabertura o estilo arquitectónico manteve-se e algumas peças originais foram preservadas, como é o caso das portas, do soalho junto às janelas e do mobiliário. No dia em que reabriu as portas, António Barbosa de Sousa era o novo proprietário do café.

Encontro de famosos
Entre os muitos anónimos que ao longo da existência do Martinho da Arcada, marcaram presença, mais ou menos assídua, destacaram-se algumas figuras do panorama nacional das últimas décadas. Pelas cadeiras do Martinho passaram Bocage, Eça de Queirós, Cesário Verde, Columbano, Gago Coutinho, Duarte Pacheco, Ricardo Espírito Santo e Mário de Sá Carneiro. Contudo, o café ficaria intimamente ligado a uma das mais proeminentes figuras das letras nacionais. Fernando Pessoa. O escritor fez do café o seu escritório e era ali que deitava contas à vida em folhas de papel. Conta-se que alguns jantares foram pagos com poemas, como o que deixou escrito numa ementa da casa, encontrando-se hoje exposta nas paredes do estabelecimento. Também lá está ainda a mesa, com a chávena da bica, o copo de aguardente e alguns livros do autor de "A Mensagem".
Desde 1991, organizam-se no Martinho noites de tertúlias, levando ao café inúmeras figuras da sociedade portuguesa: Amália Rodrigues, Jorge Sampaio, Pedro Abrunhosa, Maluda, Jorge Amado, Herman José, Mário Soares, Siza Vieira, Belmiro Azevedo, entre outros.

As especialidades da casa
Em 1820, o então "Café da Neve" ganhou fama com os seus gelados e carapinhadas (refrescos de limão ou laranjas congeladas, semelhantes a flocos de neve). Um século depois, em 1925, o Martinho da Arcada era conhecido pelo serviço de chá e pelas torradas feitas no carvão.
Hoje, a ementa do restaurante é composta por especialidades da cozinha portuguesa, desde os grelhados, ao Arroz de Pato à Portuguesa, o Bacalhau do Martinho e, de vez em quando, o Cozido à Portuguesa é o prato do dia. À sobremesa não faltam o Conventual, o Arroz Doce ou o Pudim Real. Para terminar, a especialidade da casa, um Pastel de Natal a acompanhar a imprescindível bica."
[http://gastronomia.oninet.pt/area_tematica/area_tematica.asp?codAreaTematica=211]


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