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sexta-feira, dezembro 31, 2004
| Relatos do tsunami de Lisboa de 1755 |

"De repente, apareceu uma enorme massa de água a erguer-se como uma montanha, aproximando-se espumando e rugindo, precipitando-se em direcção a terra |…| a água subiu a uma altura tal que ultrapassou e inundou a parte baixa da cidade |…| vazou e encheu, vazou e encheu |…|". [Relatos do tsunami de Lisboa de 1755]
| O resgate e salvamento de sinistrados do terramoto e tsunami de Lisboa de 1755 [a] |

| O resgate e salvamento de sinistrados do terramoto e tsunami de Lisboa de 1755 [b] |

O Prof. João Duarte Fonseca no seu recente livro "1755 - O Terramoto de Lisboa | The Lisbon Earthquake" cita um manuscrito anónimo que afirma terem sido dadas na Ribeira das Naus muitas velas de navios e muita madeira para a construção destas barracas e que nada chegava.
Ficamos também a saber que "em Belém … a [barraca] do Secretário de Estado Sebastião José de Carvalho e Melo poderia servir de palácio, e outras muitas de senhores, que ao mesmo tempo que mostram que a ruína foi grande, juntamente pela magnificiência indicam a grandeza das pessoas que nelas assistem".

terça-feira, dezembro 28, 2004
| Seria interessante vermos o esqueleto da caravela dos descobrimentos na estrutura dos edifícios pombalinos!… |

No recente livro sobre o Terramoto de Lisboa publicado pelo Prof. João Duarte Fonseca do IST levanta-se uma questão deveras "apelativa", sugerida também por outros investigadores, que é a de saber se a engenharia anti-sísmica da gaiola pombalina teria a sua origem nas estruturas de madeira utilizadas na construção dos navios.
"Não se saberá nunca ao certo" - diz o Professor, "porque as instruções para a sua construção terão sido transmitidas oralmente ou em suporte precário, e nunca se encontraram directivas escritas impondo o seu uso".
Seria interessante vermos o esqueleto da caravela dos descobrimentos na estrutura dos edifícios pombalinos…




























