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segunda-feira, junho 13, 2005
"Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água, nada mais quero de degrau em degrau" |...|
Lisboa
Esta névoa sobre a cidade, o rio,
as gaivotas doutros dias, barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
Rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.
Eugénio de Andrade [1923-2005] - Escrita da Terra (1974)
domingo, junho 12, 2005
| O chão e o Céu da Praça da Figueira |
Acudam à Praça que "matam o Mestre " !...
Desde que deixou de ser um local de abastecimento da cidade, a Praça da Figueira nunca mais se encontrou; hoje é, das três praças da Baixa a mais degradada não só pelos seus edifícios decadentes, cheios de plantas nas coberturas como também pela degradação social que apresenta. É que a reabilitação do Rossio não passou da Rua da Betesga e o Intendente deslocou-se, em parte, para o Poço do Borratém.
Assim, temos uma praça que do lado do Rossio não leva com a reabilitação (apesar dos edifícios serem os mesmos) , do lado contrário, apanha com a degradação proveniente do Poço do Borratém.
Apenas a estátua de D. João I dá algum brilho à Praça, apesar do seu pedestal assentar sobre um chão sujo, como de resto acontece nas ruas da Baixa.




























